Com mais casos na folga, mortes cometidas por PM sobem 8% em SP

SP registrou 104 mortes decorrentes de intervenção de PM no primeiro trimestre do governo Tarcísio; alta é puxada por policiais de folga

atualizado 26/04/2023 10:14

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Divulgação/Governo de SP

São Paulo – As mortes cometidas por agentes da Polícia Militar (PM) de São Paulo subiram 8,3% no primeiro trimestre do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Por sua vez, o número de suspeitos que morreram em supostos confrontos com policiais civis se manteve estável.

Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), divulgados nessa terça-feira (25/4), mostram que 104 pessoas foram mortas em ações de policiais militares entre janeiro e março deste ano. Em 2022, haviam sido 96 casos em igual período.

Do total, houve 75 mortes envolvendo PMs em serviço – o que representa um caso a mais em relação ao mesmo período de 2022. Já policiais de folga participaram de 29 ocorrências, ante 22 no ano anterior, comportamento que puxa a alta da letalidade policial.

Já as mortes decorrentes de intervenção da Polícia Civil igualaram a estatística de 2022, com 12 casos registrados entre janeiro e março. Na comparação entre os períodos, o número de pessoas mortas por policiais civis de serviço subiu de oito para nove, enquanto de folga caiu de quatro para três.

Capital concentra casos

Em um das ocorrências, em fevereiro deste ano, três pessoas foram mortas durante suposto confronto com policiais civis no Jaguaré, na zona norte da capital paulista. Na ocasião, os agentes investigavam uma quadrilha responsável por aplicar golpe do aplicativo de namoro e sequestrar pessoas.

Em entrevistas, o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, tem atribuído o aumento da letalidade à maior resposta das polícias, que registrou aumento de prisões. Com mais ações, haveria mais confrontos em São Paulo. Já os policiais de folga teriam sido vítimas de assalto.

Diretora-executiva do Instituo Sou da Paz, Carolina Ricardo questiona o argumento.

“Parte da explicação oferecida pelas autoridades ao fenômeno é de que houve aumento de roubos contra policiais, o que geraria a reação e a morte. É preciso, no entanto, uma análise pública e pormenorizada sobre o fenômeno, quantas dessas mortes foram reação a assaltos, quantas foram originadas de outra forma?”

A entidade alerta, ainda, para a concentração da letalidade na capital paulista. “Houve um aumento de 46,2% nas mortes cometidas por policiais em serviço na cidade de São Paulo. Ao todo, 60 pessoas foram mortas por policiais nos primeiros três meses na capital, um aumento de 36,3%”.

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