Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e João Pedroso de Campos

Missão da ONU que apura genocídio vai visitar Terra Yanomami

Missão das Nações Unidas apura genocídio de indígenas no Brasil; Terra Yanomami voltou a ter morte após confronto com garimpeiros ilegais

atualizado 03/05/2023 22:19

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Governo Federal - Garimpo - Yanomami Reprodução/Leo Otero - MPI

Uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) que apura o genocídio de indígenas no Brasil visitará no próximo domingo (7/5) a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, que voltou a ter mortes após confrontos entre indígenas e garimpeiros. O garimpo é proibido no local.

A visita será liderada por Alice Wairimu Nderitu, assessora especial para Prevenção do Genocídio das Nações Unidas. Nesta quarta-feira (3/5), Nderitu se reuniu com o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. Nos próximos dias, encontrará o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Na última semana, a Terra Indígena Yanomami, o maior território indígena do país, voltou a ter mortes de indígenas e garimpeiros ilegais. Os confrontos tiveram trocas de tiros e deixaram pelo menos nove mortos.

Ainda em janeiro, o governo federal estimou haver cerca de 20 mil garimpeiros na reserva indígena, o que é ilegal. Enquanto isso, os indígenas atravessam uma crise humanitária e têm morrido de desnutrição severa. A situação levou o Ministério da Saúde a decretar emergência pública no território Yanomami.

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