Veja momentos em que Brazão já apareceu no inquérito do caso Marielle

Mensagens entre suspeitos de vazar operação policial sobre o caso Marielle citavam o nome de Brazão como um possível envolvido no caso

atualizado 23/01/2024 16:44

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prefeito Montagem com fotos coloridas de Domingos Brazão e Marielle Franco - Metrópoles Montagem/ Reprodução

Não é a primeira vez que o nome de Domingos Brazão aparece entre os suspeitos de envolvimento nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Ex-deputado estadual do Rio de Janeiro e atual conselheiro do Tribunal de Contas do estado, Brazão teria sido apontado como mandante da morte de Marielle, em delação do ex-PM Ronnie Lessa, que estaria em processo de homologação.

Nos últimos seis anos, o nome de Brazão já apareceu em alguns momentos no inquérito sobre o caso.

Vazamento de operação

Na noite de 11 de março de 2019, um dia antes da Operação Lume, que prendeu os ex-policiais militares Élcio Queiroz e Lessa, o sobrenome Brazão foi citado em uma conversa de WhatsApp entre dois suspeitos de vazarem a operação.

“Recebi um informe agora que vai ter operação Marielle amanhã. Pelo que me falaram vão até prender Brazão e Rivaldo Barbosa”, escreveu Jomar Duarte Junior, o Jomarzinho, filho de um delegado da PF, para o colega Maurício Junior, o Mauricinho, PM do Rio.

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Operação do caso Marielle vazou pelo WhatsApp

Reprodução/PF
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O conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão

Tércio Teixeira/Flickr Domingos Brazão
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Marielle Franco: vereadora foi assassinada em 2018

Reprodução
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Print de celular entregou sargento Mauricinho por ter vazado informação de operação do caso Marielle, segundo a PF

Reprodução/Facebook/PF
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Jomarzinho ao lado do pai, o delegado da PF Jomar Bittencourt

Reprodução/Facebook

O Brazão citado na conversa seria Domingos Brazão. Ele nega envolvimento com o caso. Rivaldo Barbosa é um delegado que chegou a ser suspeito de ter recebido propina para atrapalhar as investigações do caso. Ele nega.

Mauricinho e Jomarzinho foram alvos de mandados de busca e apreensão em uma operação do caso Marielle em julho do ano passado.

Áudio comprometedor

Em uma conversa gravada com o político Marcello Siciliano, em 2019, o miliciano Jorge Alberto, o Beto Bomba, diz que Brazão teria pagado R$ 500 mil para um intermediário para a execução de Marielle.

O diálogo estava em uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Brazão, enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e chegou a ser divulgado na imprensa.

No entanto, a íntegra do diálogo não está de acordo com todos os fatos confirmados pelos investigadores da Polícia Federal, que entraram no caso em 2023. Os nomes dos executores do crime citados na gravação, por exemplo, são diferentes.

Atualmente, segundo a PF, Ronnie Lessa atirou e Élcio de Queiroz dirigia o veículo no momento do crime.

Chamados para depor

No início das investigações sobre os homicídios de Marielle e Anderson, Domingos Brazão foi chamado para depor na Polícia Civil. Também foi chamado para depor o irmão dele, o então vereador Chiquinho Brazão.

Em junho de 2018, Domingos Brazão foi perguntado se conhecia a vereadora Marielle. Ele disse que conheceu a vítima em dois momentos: “por ter sido a quinta vereadora mais votada e após sua morte”.

Na época, a polícia investigava uma suspeita de interferência na investigação a partir de um agente aposentado da Polícia Federal, que era funcionário comissionado de Brazão no Tribunal de Contas. Ambos negaram esse tipo de interferência.

A polícia também questionou os irmãos Brazão sobre como funcionava a campanha para vereador de Chiquinho na área de Jacarepaguá.

Também está anexado no inquérito, uma denúncia anônima dizendo que a família Brazão teria relação com milícias no Rio de Janeiro e teria mandado matar Marielle. Domingos Brazão nega envolvimento com milícias.

Élcio, o motorista no momento do crime que fez delação premiada, já disse em depoimento que não tem contato com Brazão.

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