“Queremos progresso rápido”, diz Olaf Scholz sobre acordo Mercosul-UE

Após encontro com Lula, Chanceler Olaf Scholz sinalizou que retomada da agenda ambiental é fundamental para ratificação do acordo comercial

atualizado 31/01/2023 9:16

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Cerimônia de chegada do Chanceler da República Federal da Alemanha, Olaf Scholz, ao Palácio do Planalto Vinícius Schmidt/Metrópoles

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, afirmou nesta terça-feira (31/1) que o país europeu tem interesse em acelerar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. “Queremos fazer progresso rápido”, escreveu o político em sua rede social. O chanceler esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na segunda-feira (30/1).

“Sem proteger a Amazônia, não podemos atingir as metas climáticas de Paris. Estou feliz, querido Lula, por você estar de volta ao cenário mundial. Juntos, lutamos para preservar nossos meios de subsistência”, completou Olaf Scholz.

Com saída de Jair Bolsonaro (PL) do Palácio do Planalto, o Parlamento Europeu espera avançar para a ratificação do acordo comercial entre os blocos. O acordo entre Mercosul e União Europeia foi fechado em 2019, após 20 anos de negociações. Lula agora sinaliza uma guinada na agenda ambiental correspondendo aos interesses do mercado europeu.

No dia 11 de janeiro, Lula e o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), anunciaram que Belém foi lançada como candidata para sediar a edição de 2025 da conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP30.

“As relações econômicas entre Brasil e Alemanha são próximas com as mais de mil empresas alemãs presentes no país e o objetivo é expandir esse número”, disse Scholz, que destacou as energias renováveis.

Reindustrialização

A sinalização de entrada de empresas alemãs no país pode ser um obstáculo para uma das  bandeiras de campanha de Lula, a reindustrialização. Enquanto as empresas nacionais terão o desafio de entrar no mercado europeu e competir com produtos de lá, elas enfrentarão uma forte competição no mercado interno. Vale lembrar que o acordo prevê redução tarifária para a exportação de produtos entre os países.

No primeiro governo do petista (2004) o setor industrial alcançou 28,6% do produto interno bruto (PIB), mas caiu para 18,9% em 2021 no governo de Bolsonaro, registrando o seu pior desempenho em quase duas décadas.

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