Delgatti entrega à PF áudio que comprovaria pagamento a Zambelli

Walter Delgatti foi convocado novamente pela corporação após atribuir, na CPI, o comando de uma série de atos antidemocráticos a Bolsonaro

atualizado 18/08/2023 12:59

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O “hacker da Vaza Jato”, Walter Delgatti, prestou outro depoimento à Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (18/8) para esclarecer as contradições entre o depoimento de quarta (16/8), à própria PF, e o realizado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O depoimento começou por volta das 9h e durou cerca de duas horas.

Delgatti foi convocado novamente pela corporação após atribuir, nas declarações dadas à CPI, ordens de uma série de atos antidemocráticos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o hacker teria omitido algumas informações, como a participação de Bolsonaro em fraude eleitoral.

Segundo o advogado do hacker, Ariovaldo Moreira, Delgatti apresentou um áudio de WhatsApp de uma assessora da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) que comprovaria pagamento para invadir sistemas digitais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Walter Delgatti depõe na CPMI do 8/1
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Walter Delgatti depõe na CPMI do 8/1

Hugo Barreto/Metrópoles
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Essa mensagem ajudaria a comprovar a confissão do hacker, de que invadiu o sistema do CNJ e incluiu documentos falsos no nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

“O Walter [Delgatti] apresentou ao delegado o caminho das provas. E deu outro nome, que não posso revelar, de uma assessora da deputada [Carla Zambelli]. Ele apresentou para o delegado um áudio em que essa assessora de Zambelli faz promessas de pagamento”, declarou o advogado em frente à sede da PF.

Veja o vídeo:

Outros indícios de provas apresentados seriam datas e endereços de encontros que teria tido com Jair Bolsonaro e pessoas ligadas ao ex-presidente.

Antes do depoimento, na entrada da PF, Ariovaldo comentou que não tem gravações de Bolsonaro, porque o motorista de Zambelli ordenou que o hacker colocasse o celular de chip recém-comprado no modo avião.

Bomba na CPI

A sequência de menções a Bolsonaro na CPI responde a questionamentos do deputado Pastor Henrique Vieira (PSol-RJ). O parlamentar perguntou a Delgatti quem teria pedido que ele invadisse sistemas digitais do Conselho Nacional de Justiça. Delgatti afirmou que a ordem veio da deputada Carla Zambelli e de Jair Bolsonaro.

Depois, Henrique Vieira seguiu: “Quem pediu para o senhor assumir a autoria do suposto grampo contra o ministro Alexandre de Moraes? Quem te convidou para fazer propaganda eleitoral para sugerir ao povo uma suposta fraude no sistema eleitoral? Quem te encaminhou ao Ministério da Defesa para elaborar questionamentos ao TSE sobre o sistema de votação?”.

O deputado também indagou: “Quem te disse que, se o senhor cometesse um ilícito, seria perdoado e receberia um indulto? Quem te deu carta branca para agir até mesmo na ilegalidade?”. Delgatti respondeu “presidente Bolsonaro” para todas as perguntas.

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